sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Grandes líderes


 Os maiores líderes são aqueles que acreditam não estarem prontos para liderar. Eles acham que estão sempre em processo de formação. 

Eles inspiram confiança pela sua humildade, capacidade e integridade. Eles prometem e cumprem, eles marcam cada vida positivamente com esperança e otimismo. Eles não falam, eles fazem, eles são!

Eles não ouvem e nem escutam seus colaboradores. Isso qualquer um faz! Os verdadeiros líderes compreendem profundamente as pessoas, com um interesse genuíno pelo que estão falando. Eles se importam com eles!

Eles criam um ambiente no qual as pessoas querem fazer parte. Um ambiente aonde as pessoas “não precisam fazer algo” mas sim aonde elas “querem fazer algo”, aonde elas “querem dar o seu melhor”. Os verdadeiros líderes não querem nosso suor ou nosso sangue, eles querem nossas melhores ideias, nosso propósito, nosso amor pelo que fazemos! Eles querem a nossa originalidade, com as nossas falhas! E nos estimulam a falhar e a tentar! Sem julgamentos! Sem ressentimentos!

Seu crachá é mera formalidade. Seus valores são inegociáveis! Seu propósito é nobre! O verdadeiro líder é aquele que tromba conosco numa rápida conversa perto do cafezinho e a nossa vida muda, deixa de ser a mesma! É impossível não querer ser melhor perto deles. Eles fomentam isso em nós! 

E quando o tempo deles aqui acabar, lembraremos constantemente de seus legados. Não do que eles falaram ou fizeram, mas de como eles transformaram a nossa vida para melhor! Esse legado que eles deixaram, não carregamos conosco! Esse legado somos nós! 

terça-feira, 30 de junho de 2020

Qual é o sentido da vida?

É muito comum chegarmos à crise da meia idade reflexivos sobre o tema “qual é o sentido da vida?”. O que estamos fazendo de passagem neste planeta e qual tem sido a nossa contribuição para a sociedade? O quanto estamos fazendo melhor a vida das pessoas ao nosso redor, nem que seja um pouquinho?
Eu gosto da imagem do corredor que está indo em direção a pira olímpica com a tocha em suas mãos, e quando ele percebe, ela está apagada há algum tempo. E isso acontece com todos nós, estamos numa corrida para pagar contas, subir de cargo, trocar de carro e muitas vezes nem sabermos o propósito disso tudo. Porque estamos fazendo o que fazemos? 
Perguntar sobre a nossa contribuição real para a sociedade nos direciona para o nosso propósito de vida. Ter um significado no que fazemos é o que nos motiva a prosseguirmos nossa jornada, superarmos nossas adversidades e nos transformarmos como pessoas. A história de hoje fala um pouco sobre rever as nossas motivações e nos ajuda a refletir sobre como podemos contribuir para melhorar a vida das pessoas à nossa volta.


“Um tiro no ar,
uma multidão avança
a respiração aumenta
as pernas se alternam gerando velocidade
cadência e sincronia,
o coração acelera e também encontra seu ritmo.
Aquela multidão se dispersa,
alguns avançam mais rápido, compassados, ritmados.
Grande parte fica pra trás, uns andam, outros correm,
mas todos seguem o mesmo alvo, cruzar a linha de chegada.
No meio de todos, um corredor acelera a passada, perna ante perna.
O chão passa rapidamente por baixo de seus pés como uma gigante esteira ergométrica.
Doze quilômetros, ele mantêm firme seus passos.
Até ali, ele já havia ultrapassado muitos adversários, já havia subido, descido e, segundo o marcador, já estava na metade do itinerário. A maratona havia chegado ao meio.
Coração bateu forte com o feito.
A cabeça agitada pensou na linha de chegada que tanto lhe desafiava, pensou na família, nos amigos presentes.
Trinta e dois quilômetros...algo aconteceu e ele se sentiu diferente. Seu coração descompassado, que batia empolgado, parou de repente.
Mais tarde, naquele mesmo dia, o atleta foi encontrado sem vida em sua casa. 
O corpo espalhado no sofá estava morto, mas ainda respirava.
Aqueles mesmos olhos, que brilhavam ao ver a linha de chegada, sombrios estavam, como que sua alma tivesse infartado.
O coração batia, mas apenas para bombear sangue. E era só isso.
A voz, sem variação de tons e sem vibração, resmungavam palavras mornas e sem nenhuma emoção.
Quem havia partido aquele dia não foi sua vida. Foi algo muito maior. Foi sua motivação. A motivação de cruzar a linha de chegada, mesmo que em último. A motivação para enfrentar climas, ladeiras, dores, câimbras e adversários sumiu e no lugar ficou um buraco.
Tênis, roupas, suor, calor, subida, respiração, enfim nada pesa mais para um atleta do que a falta de motivação.
 “Por que estou fazendo isso?” - ele repetia mentalmente.
E não encontrava sentido.
Ele se sentia como o corredor com a tocha apagada, que só percebeu que estava sem fogo pouco tempo depois de ter dado a largada.
Se o sentido da vida fosse correr, por que todos os outros não estavam correndo? – se perguntava ele.
Do outro lado da cidade, um boxeador sentado em seu corner se perguntava. “Será que o sentido da vida é simplesmente ver quem bate mais forte?” 
Já num bairro afastado, um empresário entrou em sua sala, abaixou a persiana e olhou-se no espelho. Questionou-se sobre a sua vida e pra que ele queria ganhar tanto dinheiro...um dia vou morrer e tudo isso vai ficar pra um herdeiro, começou a pensar.
Foi então que eles tiveram uma visão, não de seus próprios umbigos, que é para onde o ser humano olha desde os tempos antigos.
Eles viram as pessoas em sua volta. Mais precisamente, o impacto que eles causavam nas pessoas ao redor deles.
O corredor se lembrou do obeso que ele havia inspirado a correr e de todos os 50 quilos que a corrida lhe fizera perder.
O boxeador lembrou-se do jovem drogado que, ao entrar no ringue pela primeira vez, deixou para sempre o crack de lado.
O empresário, que foi o mais duro de coração, somente mudou sua mente quando um funcionário entrou pela porta e disse : “obrigado patrão, se num fosse você, num tinha dinheiro para colocar comida em casa não! Minha esposa ficou desempregada e, pra complicar a situação, ela ainda por cima está grávida. Deus foi muito bom comigo, por você ter nascido e ter me dado esse emprego. Hoje tem comida em casa, as contas tão paga e minha vida é um sossego. Dizendo isso, o funcionário abraçou o patrão, muito emocionado e agradecido. Naquele momento, as peças se encaixaram neste quebra-cabeça chamado vida, e ela começou a fazer sentido. E o seu chamado não era ser dono de empresa mas sim ajudar pessoas a terem dignidade, uma vida melhor, e sair da pobreza. E isso queimou seu coração.

E as motivações que haviam morrido há poucas linhas acima, ressuscitaram mais forte do que nunca. Estavam todos cheios de vida. Pois agora eles tinham um sentido e que não era o próprio umbigo, mas sim ajudar as outras pessoas a terminarem a sua própria corrida.


Prof. Marcelo Sattin é professor de Criatividade, Inovação e Liderança do MBA da Franklin Covey. Ele também é Mestre em Criatividade e Inovação (Portugal) e apaixonado por desenvolvimento de pessoas. Marcelo Sattin acredita que o ser humano pode se tornar incrível quando o seu potencial é desenvolvido da maneira correta. Email: marcelo@marcelosattin.com

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Contos de felicidade 3 - Amizade a primeira vista!



Segundo estudo de Harvard sobre felicidade que durou 75 anos, considerado o mais longo estudo de todos os tempos, pesquisadores descobriram que, ao final da vida, a coisa mais importante são os relacionamentos profundos. Quando eu digo profundo, quero dizer sobre aquelas amizades verdadeiras, que nos fazem ter a certeza de que o amigo(a) sempre estará lá quando precisarmos. 
A nossa história de hoje é sobre a amizade verdadeira. Você poderá desfrutar desta história com dois finais diferentes. Veja qual deles fala mais forte ao teu coração e reflita sobre as verdadeiras amizades que você tem cultivado pela sua vida.

Final 1 

Ele tinha acordado extremamente ansioso naquele dia
Cabeça a mil, quase não conseguia se concentrar em uma única coisa.
O único pensamento que relampejava com frequência em sua cabeça era “será que ele vai conseguir chegar a tempo?”.
Eles tinham mais de 30 anos de histórias juntos
Tudo começou na época de faculdade
Começaram com um bate papo informal e terminou com uma belíssima amizade
Em tudo eles se apoiavam, nos momentos felizes, na distancia, no sol, na chuva e principalmente nos momentos de dificuldades.
Lembrou dos momentos marcantes de sua vida e advinhe, o amigo sempre estava lá
No dia de seu casamento, 
Foi o primeiro a ser escolhido padrinho, mas mesmo que fosse o último, jamais deixaria o amigo sozinho.
Lembrou quando o amigo ligou em plena madrugada,
Para contar a maravilhosa notícia de que sua esposa estava grávida, e os dois festejaram até o sol raiar.
O tempo passou e com ele muitas coisas se passaram,
os pais envelheceram, os irmãos se casaram. O rosto que era liso e juvenil se encheu de rugas, os dentes amarelaram. E por mais improvável que fosse, o impossível aconteceu e os dois se separaram.
A amizade não acabou, foi apenas testada e apurada pela distância.
Ele se lembra como se fosse hoje o dia em que o amigo lhe deu a notícia do seu maior desprazer. Com voz sóbria ele disse:
Meu querido amigo, queria que você fosse o primeiro a saber 
Não fique triste comigo, mas por um bom tempo não iremos nos ver
Como você bem já sabe, eu e minha esposa desejamos muito morar fora
E depois de muitos anos pensando, acredito que chegou a hora.
Quando o avião partiu, um amigo ficou e o outro foi
O coração dividido, uma parte ficou com o amigo e a outra parte com o que viria pela frente. 
A amizade não morreu, sobreviveu, cresceu e se fortaleceu. Afinal, eles se falavam quase que diariamente.
Certo dia, o amigo que ficou, descobriu que estava com câncer e que teria que lutar com a doença.
La de uma terra distante, o amigo angustiado com a triste notícia,  correu para comprar sua passagem. Seria somente de ida. Queria ficar com o amigo e não sabia quando voltaria. 
Amigo, guenta firme aí pensou. Já estou chegando! Ele chegaria em 15 dias.
E do outro lado, ao saber que seu amigo viria, não se conteve e chorou. Chorou de alegria. Chorou ao saber que o amigo viria e isso já lhe dava forças para lutar.
Quando ele entrou no quarto, o amigo, aquele que estava deitado, doente, se aquietou e ficou mais tranquilo. 
Eles então se olharam sem falar nada. Naquele momento, eles pensaram em toda história que juntos eles tinham vivido. E sorriram.
Eles perceberam que mesmo longe, estiveram perto. Compreenderam que Deus sempre escolhe a dedo os anjos que ele coloca ao nosso lado e a eles damos o nome de amigo. E o que separa duas pessoas não é a distancia mas sim o “não estar presente”. A indiferença. E é aí que mora o perigo!!!
E pensaram também que amigo é assim mesmo, a gente torce para que o outro seja feliz, mas que sempre esteja perto.
A gente torce para o amigo casar, mas só se puder estar junto aos finais de semana.
E no final das contas, o amigo que esteve longe por muito tempo, esteve mais perto do que nunca. Esteve sempre presente.
Ele então disse “oi meu amigo”, e o outro sorriu. 
Os dois passaram juntos essa guerra, um amigo acamado e o outro ao lado.
Oraram, riram, choraram e ao final, lutaram juntos e ganharam.
A doença passou e a amizade cresceu.
No dia da viagem de volta do amigo, aquele que havia adoecido, segurou em suas mãos, olhou em seus olhos e agradeceu
Obrigado amigo, foi muito bom ter você aqui comigo
Se você não estivesse ao meu lado, talvez eu já até tivesse partido.
Sou muito grato pelas amizades que tenho, em especial sou grato a você
Por isso quero te agradecer, vá com Deus e volte logo, 
meu amado irmão, meu querido amigo.
E os dois se abraçaram antes do avião partir


Amizade a primeira vista! Final 2 

Ele tinha acordado extremamente ansioso naquele dia
Cabeça a mil, quase não conseguia se concentrar em uma única coisa.
O único pensamento que relampejava com frequência em sua cabeça era “será que ele vai conseguir chegar a tempo?”.
Eles tinham mais de 30 anos de histórias juntos
Tudo começou na época de faculdade
Começaram com um bate papo informal e terminou com uma belíssima amizade
Em tudo eles se apoiavam, nos momentos felizes, na distancia, no sol, na chuva e principalmente nos momentos de dificuldades.
Lembrou dos momentos marcantes de sua vida e advinhe, o amigo sempre estava lá
No dia de seu casamento, 
Foi o primeiro a ser escolhido padrinho, mas mesmo que fosse o último, jamais deixaria o amigo sozinho.
Lembrou quando o amigo ligou em plena madrugada,
Para contar a maravilhosa notícia de que sua esposa estava grávida, e os dois festejaram até o sol raiar.
O tempo passou e com ele muitas coisas se passaram,
os pais envelheceram, os irmãos se casaram. O rosto que era liso e juvenil se encheu de rugas, os dentes amarelaram. E por mais improvável que fosse, o impossível aconteceu e os dois se separaram.
A amizade não acabou, foi apenas testada e apurada pela distância.
Ele se lembra como se fosse hoje o dia em que o amigo lhe deu a notícia do seu maior desprazer. Com voz sóbria ele disse:
Meu querido amigo, queria que você fosse o primeiro a saber 
Não fique triste comigo, mas por um bom tempo não iremos nos ver
Como você bem já sabe, eu e minha esposa desejamos muito morar fora
E depois de muitos anos pensando, acredito que chegou a hora.
Quando o avião partiu, um amigo ficou e o outro foi
O coração dividido, uma parte ficou com o amigo e a outra parte com o que viria pela frente. 
A amizade não morreu, sobreviveu, cresceu e se fortaleceu. Afinal, eles se falavam quase que diariamente.
Certo dia, o amigo que ficou, descobriu que estava com câncer e que teria pouco tempo de vida.
La de uma terra distante, o amigo angustiado com a triste notícia,  correu para comprar sua passagem. Seria somente de ida. Queria ficar com o amigo e não sabia quando voltaria. 
Amigo, guenta firme aí pensou. Já estou chegando! Ele chegaria em 15 dias.
E do outro lado, ao saber que seu amigo viria, não se conteve e chorou. Chorou de alegria. Chorou ao saber que o amigo viria se despedir daquele que tanto lhe fazia sorrir.
Ele chegou a tempo para o último suspiro do amigo. Quando ele entrou no quarto, o amigo, aquele que estava deitado, doente, se aquietou e ficou mais tranquilo. 
Eles então se olharam sem falar nada. Naquele momento, eles pensaram em toda história que juntos eles tinham vivido. E sorriram.
Eles perceberam que mesmo longe, estiveram perto. Compreenderam que Deus sempre escolhe a dedo os anjos que ele coloca ao nosso lado e a eles damos o nome de amigo. E o que separa duas pessoas não é a distancia mas sim o “não estar presente”. A indiferença. E é aí que mora o perigo!!!
E pensaram também que amigo é assim mesmo, a gente torce para que o outro seja feliz, mas que sempre esteja perto.
A gente torce para o amigo casar, mas só se puder estar junto aos finais de semana.
E no final das contas, o amigo que esteve longe por muito tempo, esteve mais perto do que nunca. Esteve sempre presente.
 Ele então disse “oi meu amigo”, e nesse momento o outro partiu, sereno, deixando esse mundo terreno e foi para os braços de Pai. Como quem esperava o amigo dizer “pode ir”. E ele foi!
Após o enterro, o amigo que ficou olhou para cima e a lagrima que caia se transformou num sorriso
Ele estava feliz por que sabia que a distancia nunca havia os separado e não seria agora que os separaria
E em vez de lhe dizer adeus
Disse “até logo meu velho
Me espere ao lado de Deus. Te vejo em breve!
E o amigo sorriu do céu!

Valorizem seus amigos enquanto podem!
















terça-feira, 9 de junho de 2020

Contos de felicidade 2 - O velho e o piano

Qual é a idade certa para se parar de sonhar? Outro dia perguntei a uma conhecida, na casa de seus 70 anos de idade, quais eram seus sonhos. Fiquei surpreso quando ela me respondeu “não tenho mais, já realizei todos”.

Existem dois fatores altamente potencializadores de felicidade em nossas vidas: sonhar e realizar sonhos. Se tem algo que eleva e muito o seu nível de felicidade é você olhar para trás e ver quantas coisas realizou em sua jornada. Cada bandeira que fincamos em nossos “Everests” nos traz uma sensação de realização maravilhosa e nos impulsiona a novos desafios. 
Por outro lado, olhar para frente e ver quantas coisas podemos realizar também é algo que pode nos trazer muita felicidade. Olhar para o futuro com olhar otimista e nos lançarmos em desconhecidos desafios nos tira de nossa zona de conforto como alguém que nos arranca da cama pela manhã e nos diz “ei, a vida ainda não acabou, ainda tem muita coisa nova para viver!”
O problema é quando sonhamos muito e realizamos pouco. Sonhamos em conhecer a Europa mas nos contentamos em passar o feriado nas cidades serranas de São Paulo. Sonhamos em estudar no exterior e nos contentamos com uma pós-graduação online. Sonhar e não realizar nos traz uma sensação de fracasso, incompetência, falta de determinação e outras emoções negativas que inundam a nossa mente. Aí começamos a contar mentiras para nós mesmos no intuito de justificar a nossa falta de ação. “Estou muito ocupado, estou muito velho, agora tenho que cuidar dos filhos” e por aí vai a lista de desculpas que inventamos para vivermos tranquilos com nossas consciências.
Sonhar não necessariamente precisa ser algo colossal. Pode ser ler um livro, tocar um instrumento, assistir a uma peça de teatro, ver um neto se formar, dormir uma noite num hotel chique da capital, etc e tal.
Pense que a vida que você tem hoje está te dando uma chance única para fazer feitos extraordinários. Extraordinário não quer dizer que você irá mudar o mundo, mas simplesmente que você irá fazer algo significante para você. 
Foi o que aconteceu com um velho professor de geografia.

“A história de hoje se passou há 10 anos atrás,
Quando um velho professor de geografia, que já havia ensinado muito na vida, resolveu sentar na cadeira de aluno e aprender algo que ainda não sabia.
Resolveu aprender a tocar piano, sua paixão platônica de infância. E de sua falecida esposa também. Só que ele sempre arrumara desculpas para não aprender, que estava muito velho, que estava ocupado, até o dia que ele percebeu, que dentre todas as pessoas, só uma havia se prejudicado...ele mesmo.
Naquela manhã de um dia nublado, ele então caminhou determinado, como quem ia para uma missão. Vestiu seu moletom, pegou os seus óculos de grau, ajustou o chapéu e a tiracolo, uma sacola de mão.
Repentinamente um calafrio tomou conta de sua alma e da sua mente, e seu corpo foi tomado por uma juventude efervescente.
Aquela mente, que não tinha mais perspectivas, começou a se encher de vida e a enxergar um mundo completamente novo pela frente.
Aprender, tocar, sonhar, se permitir algo novo, errar, quantas coisas novas ele poderia viver e experimentar. Por outro lado uma sensação de vazio, um medo de quem sabia muito e ao mesmo tempo sabia nada.
Aquele senhor de 78 anos de idade havia descoberto uma coisa chamada humildade. Essa é uma palavra que só chega em nossa vida quando admitimos que, mesmo apesar de todo nosso conhecimento, nós nunca seremos donos da verdade.

Começou então a acelerar seus passos lentos e começou a ficar ansioso só de pensar em chegar ao seu destino.
Já pensava em todas as músicas que queria aprender a tocar: clássica, rock, bolero, jazz, e todos os outras músicas que ele escutara desde quando era um menino.

A primeira aula foi um desastre. Os dedos envelhecidos e lentos martelavam as teclas e o som que ele imaginou que iria sair não saiu
O primeiro pensamento que veio em sua mente foi o de desistir, chutar tudo para o alto, mas ele não desistiu. 
Lembrou então da sensação maravilhosa que havia sentido, aquela de estar vivo.
Lembrou das vezes que queria começar a ter aulas, mas que tinha desistido
Lembrou do sonho de criança seu e de sua esposa, mas que por covardia, deixou adormecido.
E isso lhe acendeu a motivação
E ele foi para a aula todo santo dia, óculos tortos, chapéu na cabeça, moletom e uma velha sacola na mão.
Até que um dia, inesperadamente, aquele senhor foi convidado para tocar em sua primeira audição. E ele aceitou. Iria tocar uma música simples, fácil, mas que muito lhe agradava.
Quando chegou o grande dia, ele chegou mais cedo ao lugar, arrumou as cadeiras, se ajustou no piano e começou a praticar.
Quando chegou sua vez, sentou-se ao piano e abriu aquela velha sacola, e de lá tirou uma foto antiga da esposa, que eu acho até que era da época de escola. Começou a dizer então palavras que vieram do fundo de seu coração: “Essa música eu dedico, à minha querida parceira, que sempre acreditou em mim e que me incentivou a tocar. Por muitos anos eu fugi dos sonhos que eu tinha pra mim, e com um monte de desculpas cheguei até me enganar. Hoje estou aqui enfrentando meus medos, lutando pelos meus sonhos, pelo meu resto de vida. E eu descobri que a vida é assim, que só devemos parar de sonhar e realizar quando essa curta vida que temos chegar ao seu fim”.
E aquele senhor tocou sua música simples do mais profundo de sua alma. E para sempre ele prometeu que nunca mais abandonaria nenhum sonho seu”.

No dia em que abandonarmos nossos sonhos, a nossa alma também nos abandonará e irá viver num lugar escuro e vazio!

Prof. Marcelo Sattin é professor de Liderança dos cursos de MBA da Franklin Covey, Mestre em Criatividade e Inovação e palestrante sobre Felicidade e outros temas corporativos. Saiba mais no site: www.marcelosattin.com

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Contos de felicidade 1 - Essa tal felicidade



Você é feliz? Tem certeza? Como você se sentiria ao descobrir que ser feliz é mais fácil do imaginamos e que podemos ter buscado essa felicidade da forma errada? 

É inevitável ler essa palavra e não refletirmos um pouco sobre a nossa vida, nossas realizações ou sobre algum momento incrível que já vivemos. Algumas pessoas atrelam o tema felicidade a algum momento marcante do passado e que ficou registrado em uma fotografia ou algum tipo de memória palpável. Tem aquele que guardou a carteira de trabalho do emprego de 25 anos atrás pois lhe este trouxe maior realização. Teve também a senhora que tem guardado seu vestido de noiva por longos 35 para lhe ativar as memórias de seu dia mais feliz aqui neste planeta.

Acredito que se as pessoas tivessem a oportunidade de viajar no tempo uma única vez na vida, muitas delas viajariam para o dia do seu momento “mais feliz”. Pelo menos era o que nosso querido Rubem Alves faria. O nascimento do filho, o dia da graduação, o dia do casamento, um jantar de natal com a família toda, o último abraço num ente querido, ou seja, todos nós temos aquele momento especial que gostaríamos de viver novamente.  São memórias de momentos incríveis e que nunca mais voltarão, a não ser em nossas recordações ou sonhos mais melancólicos. E maior do que a felicidade daquele momento, é a dor de saber que ele nunca mais se repetirá da mesma forma e nem trará a mesma alegria gerada em tão especial ocasião.

Uma vez perguntei em sala de aula sobre qual tinha sido o momento mais feliz que os alunos já haviam vivido. Um disse que foi o casamento, outro que foi a viagem para a Europa, até que um respondeu “foi ontem a noite, quando jantei com a minha esposa e meu filho de 3 anos”. Naquele momento percebi que, se o momento mais feliz da vida de alguém foi há muitos anos atrás, é porque essa pessoa não teve nenhum outro momento de felicidade que prevalecesse sobre o primeiro. Ou seja, constatei que não temos sido proativos na criação de uma vida de felicidade, mas sim temos reagido ao mundo quando ele nos permite ser feliz. E o pior é que nos contentamos com isso.

Colocar a sua felicidade em coisas que você ainda não conquistou, também não é saudável e não ajuda ninguém a ser feliz. Fico assombrado quando alguém diz “só serei feliz quando tiver um filho”, ou “preciso daquele cargo para ser feliz”. Ninguém deve depositar a sua felicidade em algo que ainda não aconteceu e muito menos em algo que está fora do seu controle de ação. Se ter um filho ou ter tal cargo estivesse em meu controle, eu já o teria feito, afinal de contas, é só o que está me faltando para ser feliz, certo? Errado!

A felicidade é um estado duradouro de paz interior, satisfação e plenitude. E isso tudo ocorre no hoje, com experiências do passado e com sonhos para o futuro. Mas a felicidade deve ser medida no seu momento presente de vida. Ninguém é feliz por algo que viveu há cinco anos atrás e nem por algo que viverá no futuro. Ela é resultado de ações tomadas ao longo de uma vida, ou pelo menos de ações tomadas recentemente.

É claro, a felicidade pode e deve sim ser composta por esses momentos de extrema alegria como uma data memorável ou a realização de um grande objetivo, mas ela também é feita de coisas simples ou altruístas. Ajudar alguém necessitado ou apreciar de corpo e alma uma refeição simples com a família também são fontes que ajudam a aumentar e muito a felicidade. E são gratuitas fontes de felicidade. Para finalizar, deixo um conto para refletirmos sobre a nossa busca pela felicidade e se a estamos buscando no lugar certo.

“O velho executivo caminhava com lentidão em seu quarto enquanto refletia 
Sobre sua vida já vivida e sobre aquela que lhe faltava viver.
No passado, não lhe faltara velocidade para conquistar o mundo.
Conquistou mulheres, dinheiro, status e até o que ele mais queria que era poder.
Mas não era poder do verbo poder, no qual ele poderia ajudar pessoas, poderia ser um bom líder, poderia ser um bom marido. 
Enfim, ele queria o PODER que era o substantivo mesmo. Queria estar no topo da pirâmide, ser chefe, mandar nos outros. Ah, e como ele queria PODER!

Até que um dia, convidado ele foi para almoçar na casa de um subordinado.
O rapaz era simples, casa humilde, duas crianças pequenas e dez anos de casado.
Ao parar o carrão na porta, escutou crianças brincando e lá no fundo, como quem esbanja ousadia, a mulher do empregado cantando.
O anfitrião abriu a porta sorrindo, dizendo bom dia patrão, seja muito bem-vindo! Não repara não, a casa é simples, mas o convite foi feito de coração. 
Comeram comida simples, mas muito bem temperada
Beberam cerveja de segunda, mas estupidamente gelada.
Conversaram, se divertiram, e deram muitas, mas muitas risadas.
Entrou no carro para ir embora com uma sensação que ele não conhecia, uma tal felicidade.
Enquanto ele andava pelo quarto ainda refletindo, pensou em todo o poder que tinha tido mas de nada lhe servia mais. 
Como ele queria ter poder agora, só que do verbo poder mesmo. Como ele queria poder ser mais jovem e começar tudo de novo. Como ele queria poder ser feliz e curtir as coisas simples da vida. Ah, como ele queria PODER..
De repente, um insight veio à sua mente e então, ele se sentiu poderoso novamente.
Poderoso não por poder mudar o passado, pois isso o tempo não mais lhe permitia.
Mas poderoso por compreender, 
que a cada amanhecer, 
Deus lhe dava um novo dia!”

Prof. Marcelo Sattin é professor de Criatividade, Inovação e Liderança dos cursos de MBA da Franklin Covey, é Mestre em Criatividade e Inovação, Coach Sênior formado pelas melhores escolas de coaching do Brasil e sócio-diretor da MT Potencial Humano.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Mudança comportamental é dificílimo!


Vinte e cinco líderes reunidos em um hotel por 36 horas intensas aonde estão passando por um treinamento de desenvolvimento de competências de liderança. Quando o treinamento acaba, alguns líderes dizem que o treinamento foi “o melhor da vida dele”. A avaliação de reação foi a melhor dos últimos tempos. Toda a empresa percebe a mudança comportamental dos “novos líderes” nas primeiras semanas. Entretanto, após um mês, todos voltam para o seu comportamento original, esquecem dos novos comportamentos aprendidos, e aquele “treinamento maravilhoso” torna-se apenas parte de uma ótima recordação. 

Essa história é muito comum em organizações que buscam desenvolver seus funcionários. Entretanto, ela não está sozinha. Quantas pessoas se comprometem a fazer dietas e estão “sempre” buscando perder 5 quilos? Perder quilos não é difícil, o difícil é não ganha-los de volta e se manter no peso que você deseja. Por que isso acontece? Por que é tão difícil mudar comportamentos?

Para se compreender o porquê isso acontece, precisamos entender um pouco sobre o ser humano. Primeiramente, o ser humano age de acordo com aquilo que ele acredita, que são as suas crenças (valores, modelos mentais, propósito de vida, sonhos, etc). Sendo assim, ele somente mudará um comportamento se ele mudar a sua crença. 

Segundo ponto, existem dois tipos de mudanças: a técnica e a adaptativa. A mudança técnica acontece toda a vez em que aprendemos uma habilidade técnica (ex: aprender a mexer no computador, a jogar vôlei, a usar uma calculadora específica, balé, etc). Para uma mudança técnica, você precisa praticar alguma coisa repetidamente até adquirir a técnica que você busca. A outra mudança, chamada de adaptativa, está relacionada a uma mudança comportamental, o que envolve a mudança de crenças, e bem profundas. Grande parte das pessoas tratam problemas adaptativos com mudanças técnicas. Para um não fumante, é muito simples parar de fumar. É só não fumar. Para um magro que come pouco e faz exercícios é muito fácil dar palpite na vida do gordinho que não consegue emagrecer. O líder, quando vê o subordinado que não consegue se planejar, acha que um curso sobre planejamento e gestão do tempo irão resolver o problema. Eles não entendem que a mudança comportamental não se resolve de forma técnica, mas sim de forma adaptativa, mais profunda e combatendo crenças enraizadas que muitas vezes estão protegendo você.

Um empresário, que tinha dificuldades de se planejar e definir metas, passou por vários cursos sobre produtividade, gestão do tempo e planejamento e nenhum deles o ajudou a se tornar uma pessoa planejada. Ele sabia o que fazer, até chegava a colocar em prática as novas habilidades mas não conseguia transformar isso num hábito, visto que em pouco tempo ele deixava de lado os novos comportamentos. Resumindo, ele estava tentando resolver um problema adaptativo de forma técnica. Quando ele veio nos procurar, mapeamos a crença que o impedia de se planejar e pasmem, as suas crenças batiam de frente com os valores mais importante que ele tinha, que são liberdade e realização. No fundo, as crenças que ele tinha eram o “medo de não bater as próprias metas e se sentir um incompetente” e o “medo de perder a liberdade por ter que ficar preso em um planejamento”. Essas crenças inconscientes e invisíveis “protegiam” sua forma de viver seus valores. Quando ele tentava se planejar, uma voz invisível o “relembrava” de que mudar o comportamento “ameaçaria” os seus valores mais importantes. Como resposta, ele recuava e voltava a se comportar da forma antiga. E pior ainda, isso tudo gerava uma ansiedade maior ainda nele pois ele sabia como se planejar, tinha feito cursos, mas mesmo assim não estava conseguindo tornar isso um hábito.

Eu sempre fico com o pé bem atrás quando alguém promete mudança comportamental do tipo “mude a sua vida com coaching, treinamentos, PNL, Inteligência emocional, etc e tal”. Mudança comportamental somente acontece com o processo certo. O resto é puro marketing!

Prof. Marcelo Sattin é professor de Criatividade, Inovação e Liderança do MBA da Franklin Covey. Ele também é Mestre em Criatividade e Inovação (Portugal) e apaixonado por desenvolvimento de pessoas. Marcelo Sattin acredita que o ser humano pode se tornar incrível quando o seu potencial é desenvolvido da maneira correta. 


terça-feira, 30 de julho de 2019

O que realmente importa?


O que te move? Onde está o foco da sua vida hoje?

Nosso dia-a-dia é uma loucura. Nossa rotina muitas vezes consome os momentos que poderíamos ter com as pessoas que amamos e, sem perceber, abrimos mão dos nossos sonhos, amigos e família para termos uma vida de valores superficiais, nos esquecendo que nossa oportunidade de viver e ser feliz é única. 

Nosso tempo aqui neste planeta é breve demais e temos que viver o máximo que pudermos, mas VIVER mesmo! 

Bronnie Ware, enfermeira que cuidou de pacientes terminais, pesquisou e descreveu os 5 maiores arrependimentos vividos por eles.

  • “Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu quisesse, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse.
  • Eu gostaria de não ter trabalhado tanto
  • Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos
  • Eu gostaria de ter ficado em contato com meus amigos
  • Eu gostaria de ter me permitido ser feliz”



Temos a crença de que precisamos abandonar nossas famílias para trabalhar pois assim só conseguiremos proporcionar a eles uma vida melhor, porém o que eles realmente precisam é da nossa presença e do nosso carinho. Nosso trabalho é importante sim, mas nossa realização profissional só será completa quando pudermos compartilhá-las com as pessoas que amamos.

Infelizmente, criamos um mundo que corre paralelamente à nossa felicidade no qual vivemos outros valores e criamos uma história que não é a que sonhamos. Se eu viver a vida dessa forma, nunca chegarei no futuro que me fará feliz. 
Felicidade está relacionado a originalidade. Precisamos ser originais e buscar a realização dos NOSSOS sonhos e não dos sonhos que nossos pais escolheram para nós. A felicidade existe quando assumimos o controle do nosso próprio navio e traçamos a nossa própria rota.

A maior mentira que eu posso contar é dizer que sou feliz vivendo valores que não são compatíveis com os que acredito e deixando de viver o que realmente importa. Vou parar de acreditar que o trabalho é mais importante que a minha família e que meus amigos. Vou fazer coisas simples que me dão felicidade, como ficar mais cinco minutos na cama pela manhã dizendo à minha esposa o quanto eu a amo e o quanto ela é linda. Vou ser autêntico e controlar a minha vida. Vou deixar de ser hipócrita para ser verdadeiro e íntegro nas minhas emoções e sentimentos. Vou parar de me preocupar com o que os outros pensam ou comentam de mim...não me importa mesmo! O que importa é ser feliz. 

Vou parar de brigar com as pessoas para provar que estou certo...isso não vai mudar o mundo. Vou entender que as pessoas são diferentes e que tem pensamentos diferentes dos meus, e isso é maravilhoso.

Vou trabalhar de forma mais inteligente: produzir mais em menos tempo. Vou me realizar profissionalmente sem abrir mão da minha vida.

Hoje eu tomei uma decisão: serei feliz! Vou viver como se fosse o último dia de vida, como aqueles pacientes terminais viveriam...intensamente e honestamente. Fico imaginando as pessoas no leito de morte...tenho certeza de que, se elas pudessem viver mais seis meses, elas não iriam querem comprar um apartamento na planta ou trabalhar 12 horas por dia...elas iriam fazer o que realmente importa.

Enfim, como dizia Érico Veríssimo, “Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente”.

E você, vive pelo seus valores?

Hoje eu escolho viver pelo que realmente importa e os convido a viverem também...

Porque não somos mais criativos?



“O homem criativo não é o homem comum ao qual se acrescentou algo; o homem criativo é o homem comum do qual nada se tirou” (Maslow).
A criatividade, apesar de ser uma característica inata de todo ser humano, encontra diversos tipos de obstáculos que, em diversos momentos, chegam a inibir completamente a capacidade criativa do indivíduo. Afinal, o que limita a criatividade humana, visto que todos nascem criativos? E se dermos ao termo criatividade uma acepção mais ampla, ela envolve diferente tipos de condicionamentos que importa identificar. 
Nestes últimos anos, pesquisei mais de 35 bloqueios criativos encontrados no ser humano. Vou compartilha-los com vocês por etapas, sem sobrecarregar o blog com textos longos e muito técnicos.
Começaremos com os bloqueios pesquisados por Simberg, que considerado um relevante especialista em bloqueios criativos cujo trabalho vale citar para que se compreenda melhor os principais obstáculos encontrados pela criatividade.

Segundo Simberg (apud PEARSON, 2012), os bloqueios à criatividade podem ser de três classes: perceptivos, culturais e emocionais. Neste texto iremos citar apenas os bloqueios perceptivos.
Bloqueios perceptivos.
O autor destaca que esta casta de bloqueio está relacionada à dificuldade que o indivíduo tem de perceber e dimensionar o problema que se almeja solucionar. Este bloqueio pode ser ocasionado pelos fatores a seguir:
1. “Dificuldade para isolar o problema”. O autor explica que o ser humanos tem dificuldade em compreender qual é a origem de seus problemas. É o que ocorre quando um aluno vai mal nos estudos porém desconhece a motivo. Esse tipo de dificuldade é a primeira barreira a ser superada, visto não ser possível resolver um problema sem delimita-lo;
2. “Dificuldade causada pela demarcação excessiva do problema”.  Delimitar um problema não significa ignorar os fatores que o cercam. É relevante, para a resolução de um problema, considerar tudo que o cerca, seu contexto, suas causas e suas consequências; Ferramentas de inovação como Design Thinking, Think X ou até mesmo outras buscam entender o problema em todo o seu contexto. 

Na Dinamarca, a administração de um asilo percebeu que os idosos estavam se alimentando mal. Na maioria dos casos, a solução seria mudar o cardápio. Entretanto, isso seria delimitar excessivamente o problema e ignorar todos as demais informações como: não é cultural os idosos da Dinamarca pedirem ajuda para alimentação; os idosos se sentiam mal por não poderem ter controle sobre a escolha da comida além de odiarem ter que comer sozinhos; a equipe de cozinheiros não produziam comida melhor não devido à falta de habilidades ou conhecimento mas devido as limitações econômicas e logísticas que os impediam de fazer algo mais saboroso.
3. Incapacidade de definir termos relevantes”. O ser humano possui dificuldade de manifestar um problemas através de palavras, dificultando o trabalho em equipe no qual os participantes devem compreender e compartilhar a nomenclatura utilizada. Durante treinamentos de sessões de feedback para liderança, percebo que pelo menos 50% dos participantes tem dificuldade em descrever o comportamento observado, se prendendo a descrições generalistas como "você foi muito produtivo" ao invés de "você conseguiu atingir a sua meta em 80% do tempo".

4. “Dificuldade de perceber relações remotas”. Esta é uma das principais chaves para a criatividade e também como um dos bloqueios mais danosos, o ser humano possui dificuldade em saber “aplicar uma solução válida em determinada situação a outras situações não relacionadas a ela”. Um pintor que pinta um quadro extraordinário muitas vezes não consegue aplicar a sua criatividade na hora de vender o seu quadro.
5. “Incapacidade de distinguir relações entre causa e efeito”. O ser humanos tem dificuldade em fazer relações claras entra a causa e o efeito de um problema, debater e pesquisar sobre o assunto para chegar a uma conclusão sobre o mesmo. Um exemplo é: Só atraímos clientela de baixo po­der aquisitivo porque nossos preços são baixos, ou nossos preços são baixos porque nossa clientela tem baixo poder aquisitivo? Devido a essa dificuldade, o dono da loja não consegue obter respostas para essa questão.

                Esses são alguns dos bloqueios criativos encontrados no ser humano. Na próxima atualização do blog, citaremos mais bloqueios criativos pesquisados. Desta forma, você poderá iniciar o processo de resgate da sua criatividade e de seus liderados também.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Dedicação - fator fundamental para o sucesso!


O que eu preciso fazer para me dedicar ao meu sucesso?

Vivemos num mundo competitivo e altamente desafiador. Metas, downsizing de equipes, profissionais multidisciplinares são algumas palavras e expressões que ouvimos e que se tornam cada vez mais reais no mundo corporativo.
Todos nós queremos, de uma forma ou de outra, vencer na vida. Já escutamos diversas vezes que temos que nos dedicar em nossos objetivos, mas nem sempre sabemos o que realmente temos que fazer para nos dedicar. No coaching, quando uma palavra vem carregada de significados e interpretações, dizemos que é preciso “desengravidar” a palavra. Vamos fazer isso agora com a palavra dedicação!

Afinal, o que eu preciso fazer para me dedicar?

1.     Entender as suas prioridades e seus valores – é definir quais são os fatores importantes para a sua vida e priorizá-los acima das correrias do dia-a-dia. É saber identificar quais são as tarefas que te levarão mais longe, que agregarão mais e também as que lhe roubam mais tempo e que te afastam do seu objetivo. Algumas perguntas para ajudar a entender as suas prioridades! O que é importante para você? Cite duas atividades importantes que você pode fazer de importante nesta semana e que trarão mais benefícios! O que rouba o seu tempo?  Quais são as atividades que você faz e que são importantes para outras pessoas mas não são importantes para você? Quais são as tarefas necessárias no seu dia a dia?
É claro, ninguém irá viver a vida apenas fazendo coisas que são relevantes apenas para si. Há muitas tarefas diárias que precisam ser realizadas por você e que fazem parte da sua rotina de trabalho. Há também as atividades que são importantes para outras pessoas e que não são tão importantes para você. Você precisará aprender a enxergar as tarefas irrelevantes do seu dia a dia e aprender a dizer não a elas. Somente tirando a bagagem extra da sua rotina você poderá investir parte do seu tempo nas atividades realmente importantes para você.

2.     Esforço – pessoas que se dedicam se esforçam! Elas investem seu precioso tempo fazendo algo, que muitas vezes não geram o prazer esperado. Elas pagam o preço! Elas chegam mais cedo e saem mais tarde do que as outras no trabalho, na academia, em eventos com a família. O jogador de basquete Oscar ficava treinando arremessos após os treinos. No início da minha carreira de mágico eu treinava 16 horas por dia. Dormia e acordava com moedas e baralhos. Esforço é isso, é investir tempo em algo. Porém é preciso investir tempo certo nas atividades certas. Malcolm Gladwell pesquisou grandes gênios de diversas áreas e descobriu que havia alguma coisa em comum entre eles e que não era o QI. Era a quantidade de horas de dedicação no que que faziam: 10 mil horas. O grande Mozart, os Beatles e grandes jogadores de xadrez, todos eles se dedicaram as 10 mil horas. Eles pagaram o preço por cada hora dedicada. O esforço foi compensado com a competência adquirida.

3.     Foco - Foco é gerenciar distrações. É dizer “não” às atividades inúteis. É saber adiar gratificações. Atividades inúteis e que roubam o nosso tempo são grandes vilãs contra o foco por um simples motivo: são prazerosas. É prazeroso olhar no facebook a todo instante para verificar quantas pessoas curtiram aquele vídeo divertido que coloquei. É prazeroso jogar joguinhos no celular ao invés de ler um livro técnico sobre um assunto importante que eu preciso ler. É prazeroso acordar mais tarde no dia chuvoso e frio ao invés de ir à academia. Foco é isso! É gerenciar essas distrações e saber dizer não a elas.

4.     Disciplina -  Jim Rohn disse “Todos nós devemos sofrer uma dessas duas dores: a dor da disciplina ou a do arrependimento. A diferença é que a dor da disciplina pesa gramas, enquanto a dor do arrependimento pesa toneladas”. A dedicação somente será completa com a disciplina. A disciplina gera o hábito, transforma o conhecimento em competência. Disciplina tem a ver com constância, com pontualidade, com escolhas, com abnegação. O jogador de basquete Oscar é um exemplo de disciplina. Ele arremessava mais de mil bolas após os treinos enquanto todos os demais jogadores iam para suas casas. Oscar escolheu a disciplina. Com certeza, hoje ele não se arrepende dessa escolha.

Dedique-se ao seu sucesso! Lembre-se que o tempo corre a favor e, ao mesmo tempo, contra você! Utilize-o corretamente e ele será um grande aliado. Se você deixar para começar amanhã, já perdeu pelos menos 24 horas de dedicação! Boa sorte!