terça-feira, 30 de julho de 2019

O que realmente importa?


O que te move? Onde está o foco da sua vida hoje?

Nosso dia-a-dia é uma loucura. Nossa rotina muitas vezes consome os momentos que poderíamos ter com as pessoas que amamos e, sem perceber, abrimos mão dos nossos sonhos, amigos e família para termos uma vida de valores superficiais, nos esquecendo que nossa oportunidade de viver e ser feliz é única. 

Nosso tempo aqui neste planeta é breve demais e temos que viver o máximo que pudermos, mas VIVER mesmo! 

Bronnie Ware, enfermeira que cuidou de pacientes terminais, pesquisou e descreveu os 5 maiores arrependimentos vividos por eles.

  • “Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu quisesse, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse.
  • Eu gostaria de não ter trabalhado tanto
  • Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos
  • Eu gostaria de ter ficado em contato com meus amigos
  • Eu gostaria de ter me permitido ser feliz”



Temos a crença de que precisamos abandonar nossas famílias para trabalhar pois assim só conseguiremos proporcionar a eles uma vida melhor, porém o que eles realmente precisam é da nossa presença e do nosso carinho. Nosso trabalho é importante sim, mas nossa realização profissional só será completa quando pudermos compartilhá-las com as pessoas que amamos.

Infelizmente, criamos um mundo que corre paralelamente à nossa felicidade no qual vivemos outros valores e criamos uma história que não é a que sonhamos. Se eu viver a vida dessa forma, nunca chegarei no futuro que me fará feliz. 
Felicidade está relacionado a originalidade. Precisamos ser originais e buscar a realização dos NOSSOS sonhos e não dos sonhos que nossos pais escolheram para nós. A felicidade existe quando assumimos o controle do nosso próprio navio e traçamos a nossa própria rota.

A maior mentira que eu posso contar é dizer que sou feliz vivendo valores que não são compatíveis com os que acredito e deixando de viver o que realmente importa. Vou parar de acreditar que o trabalho é mais importante que a minha família e que meus amigos. Vou fazer coisas simples que me dão felicidade, como ficar mais cinco minutos na cama pela manhã dizendo à minha esposa o quanto eu a amo e o quanto ela é linda. Vou ser autêntico e controlar a minha vida. Vou deixar de ser hipócrita para ser verdadeiro e íntegro nas minhas emoções e sentimentos. Vou parar de me preocupar com o que os outros pensam ou comentam de mim...não me importa mesmo! O que importa é ser feliz. 

Vou parar de brigar com as pessoas para provar que estou certo...isso não vai mudar o mundo. Vou entender que as pessoas são diferentes e que tem pensamentos diferentes dos meus, e isso é maravilhoso.

Vou trabalhar de forma mais inteligente: produzir mais em menos tempo. Vou me realizar profissionalmente sem abrir mão da minha vida.

Hoje eu tomei uma decisão: serei feliz! Vou viver como se fosse o último dia de vida, como aqueles pacientes terminais viveriam...intensamente e honestamente. Fico imaginando as pessoas no leito de morte...tenho certeza de que, se elas pudessem viver mais seis meses, elas não iriam querem comprar um apartamento na planta ou trabalhar 12 horas por dia...elas iriam fazer o que realmente importa.

Enfim, como dizia Érico Veríssimo, “Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente”.

E você, vive pelo seus valores?

Hoje eu escolho viver pelo que realmente importa e os convido a viverem também...

Porque não somos mais criativos?



“O homem criativo não é o homem comum ao qual se acrescentou algo; o homem criativo é o homem comum do qual nada se tirou” (Maslow).
A criatividade, apesar de ser uma característica inata de todo ser humano, encontra diversos tipos de obstáculos que, em diversos momentos, chegam a inibir completamente a capacidade criativa do indivíduo. Afinal, o que limita a criatividade humana, visto que todos nascem criativos? E se dermos ao termo criatividade uma acepção mais ampla, ela envolve diferente tipos de condicionamentos que importa identificar. 
Nestes últimos anos, pesquisei mais de 35 bloqueios criativos encontrados no ser humano. Vou compartilha-los com vocês por etapas, sem sobrecarregar o blog com textos longos e muito técnicos.
Começaremos com os bloqueios pesquisados por Simberg, que considerado um relevante especialista em bloqueios criativos cujo trabalho vale citar para que se compreenda melhor os principais obstáculos encontrados pela criatividade.

Segundo Simberg (apud PEARSON, 2012), os bloqueios à criatividade podem ser de três classes: perceptivos, culturais e emocionais. Neste texto iremos citar apenas os bloqueios perceptivos.
Bloqueios perceptivos.
O autor destaca que esta casta de bloqueio está relacionada à dificuldade que o indivíduo tem de perceber e dimensionar o problema que se almeja solucionar. Este bloqueio pode ser ocasionado pelos fatores a seguir:
1. “Dificuldade para isolar o problema”. O autor explica que o ser humanos tem dificuldade em compreender qual é a origem de seus problemas. É o que ocorre quando um aluno vai mal nos estudos porém desconhece a motivo. Esse tipo de dificuldade é a primeira barreira a ser superada, visto não ser possível resolver um problema sem delimita-lo;
2. “Dificuldade causada pela demarcação excessiva do problema”.  Delimitar um problema não significa ignorar os fatores que o cercam. É relevante, para a resolução de um problema, considerar tudo que o cerca, seu contexto, suas causas e suas consequências; Ferramentas de inovação como Design Thinking, Think X ou até mesmo outras buscam entender o problema em todo o seu contexto. 

Na Dinamarca, a administração de um asilo percebeu que os idosos estavam se alimentando mal. Na maioria dos casos, a solução seria mudar o cardápio. Entretanto, isso seria delimitar excessivamente o problema e ignorar todos as demais informações como: não é cultural os idosos da Dinamarca pedirem ajuda para alimentação; os idosos se sentiam mal por não poderem ter controle sobre a escolha da comida além de odiarem ter que comer sozinhos; a equipe de cozinheiros não produziam comida melhor não devido à falta de habilidades ou conhecimento mas devido as limitações econômicas e logísticas que os impediam de fazer algo mais saboroso.
3. Incapacidade de definir termos relevantes”. O ser humano possui dificuldade de manifestar um problemas através de palavras, dificultando o trabalho em equipe no qual os participantes devem compreender e compartilhar a nomenclatura utilizada. Durante treinamentos de sessões de feedback para liderança, percebo que pelo menos 50% dos participantes tem dificuldade em descrever o comportamento observado, se prendendo a descrições generalistas como "você foi muito produtivo" ao invés de "você conseguiu atingir a sua meta em 80% do tempo".

4. “Dificuldade de perceber relações remotas”. Esta é uma das principais chaves para a criatividade e também como um dos bloqueios mais danosos, o ser humano possui dificuldade em saber “aplicar uma solução válida em determinada situação a outras situações não relacionadas a ela”. Um pintor que pinta um quadro extraordinário muitas vezes não consegue aplicar a sua criatividade na hora de vender o seu quadro.
5. “Incapacidade de distinguir relações entre causa e efeito”. O ser humanos tem dificuldade em fazer relações claras entra a causa e o efeito de um problema, debater e pesquisar sobre o assunto para chegar a uma conclusão sobre o mesmo. Um exemplo é: Só atraímos clientela de baixo po­der aquisitivo porque nossos preços são baixos, ou nossos preços são baixos porque nossa clientela tem baixo poder aquisitivo? Devido a essa dificuldade, o dono da loja não consegue obter respostas para essa questão.

                Esses são alguns dos bloqueios criativos encontrados no ser humano. Na próxima atualização do blog, citaremos mais bloqueios criativos pesquisados. Desta forma, você poderá iniciar o processo de resgate da sua criatividade e de seus liderados também.